ALGARVIA DO NUORTE |
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Segunda-feira, Fevereiro 13, 2006
Aves Há umas semanas atrás Maria Filomena Mónica afirmava que se dedicara a a um novo passatempo, o do observação das aves. Nessa crónica da Pública (15 de Janeiro) referia a sua cave tinha sido eleita como o melhor espaço para desenvolver este hobby, para além de ser também o mais confortável. Hoje, dei-me conta que Aveiro é uma cave enorme onde podemos fazer observação de aves. Mesmo dentro da cidade. É comum sermos visitados, por vezes em massa, por gavivotas e andorinhas do mar. Nas salinas existe uma série de aves (de que não me atrevo a referir o nome para não as ofender) fazem a alegria de muitos dos habitantes aveirenses e de todos os que nos visitam. Para além, é claro, de existirem os comuns pardais, pombos (das cores que nunca tinha visto) e de outros passaros comuns que também não sei o nome. Alguns grandes, a meu ver, para passaros citadinos. Em frente à minha casa, na primavera, é uma alegria. Na Avenida Lourenço Peioxinho, no verão, é estonteante a quantidade de pássaros que se acolhem nas árvores. Não os conseguimos ver, pois os frodosos ramos são uma cortina impenetrante para os nossos olhos. Mas eles estão lá. Damos bem por eles. Vivam os nossos pássaros! Comments: Sexta-feira, Janeiro 27, 2006
Soares Fico triste quando vejo pessoas que não têm uma visão real do mundo onde vivem. Não quero com isto dizer que sou a mais esperta e que nunca me engano. Mas a sociedade hoje é capaz de nos mostrar claramente que certos caminhos não são os correctos. Vejamos o caso de Mário Soares. Como é que se pode ter enganado tanto sobre si próprio e sobre a sua clara derrota nestas eleições. Alguns dizem que os seus amigos não foram verdadeiros ao incentivá-lo à derrota. Outros dizem que o PS não foi leal com o candidato, consigo mesmo e com os seus militantes. O certo é que o próprio Mário Soares, com a experiência que tem, com tudo o que viveu, não conseguiu ver a realidade, não conseguiu ver que o país já não está aos seus pés cegamente. Felizmente que a massa crítica (no bom sentido) aumentou exponencialmente. Podemos não ter licenciados empregados, mas temos gente pensante no país. Foi um erro crasso. Custou-lhe certamente bastante e, ao PS ainda mais. Estamos num momento em que este tipo de erros custam cada vez mais caro, e, a todos, não somente a quem perde. Lembro o título do expresso "passei de pai da pátria a inimigo público". Penso que o caso não é tão drástico, mas gostaria de recordar Mário Soares nos seus tempos glórios e não como perdedor e como uma pessoa que perdeu o senso da realidade. Tenho pena! Acho que acima de tudo se deve saber sair no melhor momento, quando se está no auge. Pode ser que este tenha sido um caso que sirva de exemplo para outros futuros. Espero. Comments: Quarta-feira, Dezembro 14, 2005
China Ontem li uma notícia do Público que me deixou incrédula. Só pelo título somos assoberbados por um sentimento de espanto. Perguntei-me se seria mesmo verdade o que estava a ler. A notícia tinha como título "China está a vender rins de condenados à morte". Ou seja, na China ainda vigora a pena capital e pelos vistos as autoridades acharam por bem vender os órgãos destes homens antes de lhes ser aplicada a sua pena. Um rim destes, incluindo as cirurgias, custa 34 mil euros. Na notícia lemos que "A companhia da Internet transplantsinternational.com deixa claro que os órgãos pertencem a prisioneiros que estão prestes a ser executados, que alegadamente dão o seu consentimento, sendo-lhes dito que o dinheiro recebido pela "doação" é entregue às suas famílias.". Será mesmo verdade? Os condenados aceitam mesmo vender os seus rins? Não serão coagidos? E quanto dinheiro recebem as famílias? E já agora, porque é que a prática não é publica, não havendo certezas de que há um britânico a recuperar duma intervenção, num hospital da China? Independentemente de tudo, esta prática deixa muitas dúvidas, não somente éticas como também ao nível criminal, uma vez que pode ser considerada tráfico de órgãos! O próprio primeiro-ministro da China, refere a notícia, reconhece que esta é uma prática generalizada mas que "...o Governo quer apertar as malhas do mercado de fornecimento de órgãos de prisioneiros condenados à morte." Enfim... Comments: Sábado, Novembro 26, 2005
culto da morte Ontem, fez 30 anos que se deu o "25 de Novembro". Nas crónicas que passaram na televisão pudemos verificar que morreram 3 soldados durante o golpe e contra-golpe. Foram mostradas algumas imagens desses funerais e o que me saltou ao ouvido foram os gritos de agonia, presumo eu, das viúvas ou familiares femininas dos soldados em causa. Na semana em que assistimos ao enterro de um militar português morto no Afeganistão, a situação em causa deixou-me a pensar uma vez que, no enterro deste militar, fomos assolados pelo sofrimento silencioso dos colegas e familiares presentes. Será que os nossos comportamentos culturais se alteraram o bastante para expressarmos agora a nossa dor em silêncio? Antigamente, em Portugal, este parecia ser um costume e uma tradição. Sabemos que ainda o é nalgumas sociedades. Será que expressar a dor sem ser desta maneira nos alivia mais? Sabemos que são cada vez mais frequentes as cremações... Será mesmo que alterámos os nossos padrões culturais, pelo menos no que diz respeito ao culto da morte? Comments: Quarta-feira, Novembro 23, 2005
Ota Ontem ficámos a saber que não há mesmo volta a dar, a Ota vai mesmo para a frente! Podem ser apresentadas várias razões de pós e contra, e, a comunicação social, tem-se esforçado para que ouçamos ambos os lados (o debate de ontem da SICNoticias foi bastante importante e esclarecedor). No entanto, a razão pró que me pareceu mais estar inserida na categoria de "Portugal no seu melhor" foi o facto de se ir realizar esta obra num leito de cheia, o que vai contra a legislação em vigor. Como é que é possível? Se fosse um particular, não permitiam que construísse até porque o Estado tem que zelar pelos interesses dos particulares, inclusive da sua integridade física. Mas para ser ele, Estado, a construir já não há problema. A integridade física dos trabalhadores que lá trabalharão e a dos moradores dos arredores que caso haja uma cheia também vão sofrer as consequências, já não interessa. Realmente vivemos em Portugal! E a argumentação de José Sócrates de que a Ota seria feita porque o Governo se preocupa muito com o turismo não podia cheirar mais mal. Por se preocuparem tanto com o turismo nacional é que extinguiram o Ministério do Turismo. Realmente! Começo a acreditar que para a classe política ainda somo o povo... Comments: Greves As últimas greves têm-me deixado a pensar! Ás vezes penso mesmo devo estar deslocada da sociedade em que vivo. Devia ter nascido noutra época ou noutra sociedade de cultura diferente. Hoje fiquei mais feliz. O Eduardo Prado Coelho apresentou na sua crónica de hoje, no Público ("Aulas de substituição"), alguns argumentos que me deixou mais descansada, até porque, eram proferidos por um professor. Não concordo com as últimas reivindicações da classe pública, principalmente as dos enfermeiros, professores e polícias, quando argumentam que se devem reformar antes dos 65 anos porque têm profissões de risco. Não considero que são mais, nem menos, que as outras classes sociais, como por exemplo os pedreiros que têm um desgaste físico grande ou mesmo os motoristas que conduzem horas seguidas. Concordo que a partir de certa idade, um enfermeiro não se sinta em condições de dar uma injecção a um doente. No entanto, a sociedade está sedenta de quem se preocupe com ela e lhe dê uma mãozinha. Se um polícia já não tem condições para trabalhar na rua devido à sua idade então podem colocá-lo de serviço nas escolas ou hospitais. Se um enfermeiro considera que já não tem condições para exercer a sua profissão, então pode-se dedicar às acções de rastreio que são poucas as que têm sido desenvolvidas tanto nas cidades como nas pequenas localidades. Quanto à nova reivindicação dos professores quando dizem que não devem substituir os colegas que faltam devido a terem formações diferentes, só tenho a dizer que não pensava que descessem tão baixo. Há vários assuntos que podem ser abordados nessas horas e os professores mostraram que nem imaginação têm, nem que se preocupam minimamente com os seus alunos (a velha desculpa que geralmente apresentam). Nessas horas, podem falar desde a ética, à cultura de cidadania, ao senso comum¿ Talvez desta forma tivéssemos cidadãos mais conscientes. Relembro que uma colega minha de Universidade se insurgiu contra mim quando referi que o Presidente da República era o Chefe Supremo das Forças Armadas. É triste que nós, enquanto portugueses, cheguemos a certa idade e não saibamos o mínimo sobre o nosso Estado, sobre a sua constituição, os nossos direitos e deveres. Talvez por isso haja tanta abstenção nos actos eleitorais. Tenham vergonha, caros professores. A sociedade precisa de vós íntegros e não só enquanto entidades que só olham para o seu próprio umbigo! Comments: Segunda-feira, Novembro 14, 2005
Recolher Obrigatório Sou de uma geração que felizmente não teve de lidar com situações de privação da liberdade, individual ou colectiva, ou com quadro de guerra. As únicas imagens que guardo são as visualizadas na televisão e jornais. (E aí funciona o poder de crença colectiva de que estamos a ver o que realmente aconteceu porque não estávamos lá para ver). Ou seja, felizmente para mim, os cenários desse tipo sempre foram vividos na terceira pessoa e sempre em situações que não incluíam a fronteira portuguesa. Depois da 2ª Guerra a Europa, dita desenvolvida, não assistiu a cenários de conflitos, civis ou militares. Acostumámo-nos a ouvir certas expressões, do tipo "bombardeamentos diários" ou "recolher obrigatório", como algo que só acontecia aos outros, e em países muito distantes. Mas, eis que o cenário mudou. Agora o recolher obrigatório é uma realidade da Europa desenvolvida, e imposto por razões diferentes das que habitualmente conhecemos. Quem diria que se iria que se iria ouvir falar de recolher obrigatório em França?! Demo-nos conta que a dita sociedade não era tão desenvolvida quanto se pensava. Se o fosse, tinha cuidado melhor dos seus emigrantes... Outros países da Europa estão a enfrentar problemas semelhante, como a Alemanha e a Bélgica. E quem sabe se também lá se vai decretar o recolher obrigatório. Quem se deve estar a rir que nem um perdido é Bin Laden, que não precisou de mexer um dedo ou gastar um tostão para que o caos se instalasse. Um atentado não duraria tantos dias, embora pudesse matar mais gente. O futuro a Deus pertence e espero que neste caso esteja do lado do bem. Comments: Quarta-feira, Novembro 09, 2005
Mensagens das Autoridades II Não sei já apreciaram a nova publicidade que compõe a campanha de luta contra o tabagismo junto dos jovens? São três spot's onde a mensagem principal consiste em dizer que é feio fumar, mais do que outras coisas. E a meu ver estas outras coisas também são "feias". Um dos spot's mostra um jovem que se levanta de manhã e que é atingido por uma grande coceira nas suas partes. Outro spot montra três jovens meninas dentro de um elevador que são subitamente atingidas pela amiga flatulência. E o terceiro, mostra 2 irmãos gémeos que se ajudam na limpeza nasal. Contado assim, pode não parecer muito mau. Mas visto, caros amigos, deixou-me verdadeiramente espantada. Como é que as nossas autoridades consideram importante transmitir aos jovens que estas situações devem ser feitas em público? Concordo que fumar é feio. É mais do que isso, é muito mau para a saúde. Mas a educação não pesa a ninguém! Não havia necessidade de usar estes métodos para fazer chegar a mensagem até aos nossos jovens. Eles não me parecem ser uma geração medíocre que não consiga ler esta mensagem de outra forma que não aquela. Pareceu-me nitidamente que quem projectou os spot's anda um pouco deslocado, ou não sabe bem que papel desempenha na sociedade ou então não conseguiu colocar-se no papel de pedagogo. Espero que não demorem muito até retirar do ar esta publicidade, embora já se tenha gasto dinheiro público para a fazer. Comments: Mensagens das autoridades I Ultimamente, a sociedade portuguesa tem recebido algumas mensagens das entidades públicas que considero preocupantes. Esta semana foi condenado a 3 anos de prisão com pena suspensa o rapaz que conduziu durante anos sem carta de condução e que foi multado perto de 60 vezes (foi o que li e ouvi). Durante anos, conduziu um veículo sem ter tirado a carta de consução e, a justificativa que apresentou para não ser condenado foi que nunca tinha tido um acidente e nunca tinha ferido ou matado alguém. Certo! Há muitos condutores que já fizeram ambas as coisas. No entanto, a questão que se coloca não é a da sinistralidade e sim o do não cumprimento de uma grega clara e legislada. Se todos considerarmos que o nosso livre arbítrio se deve sobrepor ao da lei, então, vamos estar a viver numa anarquia. Ninguém respeitará ninguém nem mesmo a lei, e o princípio base da boa vivência em sociedade quebra-se. Concordo com Nuno Pacheco que hoje no público questiona o facto de não ter sido aplicada a este rapaz uma pena que o obrigasse a desempenhar trabalhos sociais em prol da comunidade. Pelo menos isso! Será que vamos ver mais casos destes, em que o infractor não é punido na realidade? Comments: Sexta-feira, Outubro 21, 2005
POVO 2 Bem, parece, pelas leitura que fiz da crónica de hoje do Eduardo Prado Coelho no Público - "Os Enganos do Povo" - , que a palavra povo é mais usada do que eu pensava. Será que é pela diferença de gerações que considero que já não somos o "povo". Andarei à procura de respostas... Comments: POVO Ontem, em declarações, o Dr. João Lobo Antunes, mandatário nacional da candidatura de Cavaco Silva a Belém, utilizou a palavra "povo". Será que continuamos mesmo a ser o povo, será que não conseguimos já atingir a categoria de cidadãos de clientes do estado? Será que continuamos a ser o "povo", sem muita instrução, sem muita reivindicação, sem muito poder de compra, que é o espelho de um país atrasado? Será que continuamos a ser? Ou será que o senhor se enganou e quis chamar-nos de cidadãos ou, quanto muito, de contribuintes? Considero que hoje em dia um político, ou ajudante de político, tem de possui um grau de humildade maior que há uns anos atrás, e uma propensão para descer à terra e facilmente se colocar no lugar dos pequenos mortais. Espero sinceramente que estes candidatos a presidentes mostrem isso mesmo, embora saibamos que alguns não o fazem e nem imaginam como o poderiam fazer. Há que ter fé... Comments: Quarta-feira, Outubro 12, 2005
O Gosto de Ir Votar Hoje (no Público), Joaquim Fidalgo, assumiu que gostava de ir votar. Era um acto que lhe dava prazer. Ao ler o seu texto revi-me nas suas palavras, porque eu também gosto, gosto mesmo de ir votar. Dizia o jornalista:"Porque gosto, gosto mesmo. Sinto-me bem ali, cidadão de pleno direito, a exercer a minha pequenina parcela de poder no governo da coisa pública. Considero-me uma pessoa com muita sorte por ter esse direito, penso em quantos e quantas não tiveram no passado, neste meu país, a possibilidade sequer de votar, sinto-me grato a quantos e quantas lutaram para que eu hoje vote, muitas vezes e em liberdade, e desejaria que todos o pudessem fazer, ao menos isso!, em todos os sítios do mundo. Acho que, apesar de tudo o que se possa pensar e sentir, no momento da contagem dos votos, votar, em democracia, é uma coisa muito bonita, é uma coisa muito boa, e gostava de nunca me esquecer disso, de nunca banalizar um gesto". Estas eleições autárquicas deviam ser constituídas como um caso de estudo, e em várias vertentes: na da ética política, no marketing político, nas despesas com publicidade e consequente eficiência no voto, na igualdade de representação dos géneros, naquilo que são hoje os nossos representantes (serão aqueles que quando se fez o 25 de Abril o país aspirava ter?). Ainda estamos no rescaldo do acto eleitoral, vamos aguardar... Comments: Guatelama Ontem, no Público vinha publicada uma notícia que informava que na Guatemala, os deslizamentos de terras, causados pelas chuvas torrenciais, e pelo furacão Stan, foram de tal ordem, que comunidades inteiras vão ser consideradas cemitérios. As autoridades não vão desenterrar nada, não vão tirar a lama que soterrou tudo o que encontrou pela frente. Foram comunidades inteiras, uma quantidade incerta de pessoas. A natureza encarregou-se de criar valas comuns imensas, onde colocou quem estava no seu caminho. É chocante, mas real. Onde ontem estavam comunidades a fervilhar de vida, estão hoje cemitérios de lama. Ao ler a notícia lembrei-me do livro Cem anos de Solidão, onde durante a vida daquela aldeia se guardaram os ossos de uma mãe. Sendo aquela uma comunidade recente, ainda não tinha habitantes falecidos, logo, não havia um cemitério onde enterrar aquela senhora. Comments: Sábado, Julho 02, 2005
Reformas da Função Pública Muito se tem falado ultimamente sobre as regalias da Função Pública, a questão dos direitos adquiridos em que não se deve tocar. Algumas coisas têm-me feito muita confusão. Como se pode ter o argumento que os enfermeiros, os professores, os policias têm uma profissão de desgaste rápido e que por isso têm de se reformar mais cedo? Como é possível não terem a lucidez de se comparar com outras profissões, como os operários fabris, que muitas vezes repetem os mesmos movimentos e que em muitos casos lhe são fatais, como os mineiros que trabalham no local em que trabalham, como os trolhas, e tantas outras profissões? Porque é que eles terão mais direitos do que os outros? Porque é para além dos benefícios que têm na saúde, na garantia de trabalho para a vida, se acham no direito de se reformarem mais cedo que os trabalhadores do sector privado? Concordo que nem tudo é perfeito na A. P.. O mérito de cada um não é considerado, e muitas vezes isso é desmotivante. Não deve ser fácil, vermos o colega do lado não fazer nada e ganhar o mesmo que nós! Mas aí há que modificar as chefias, há que não ter medo de actuar. Se continuarmos assim, não sei o que vai ser o futuro... Cada vez mais acho que temos que nos mobilizar para tornar a A. P. mais eficiente e eficaz. Temos que nos debruçar sobre ela, temos que fazer com que não seja uma sorvedoura de impostos, temos que ser cada vez exigentes como cidadãos e como clientes. Está nas nossas mãos... Mas sejamos justos quando temos de ser. Se as pessoas não têm idade para tratar de doentes, ou para policiar as ruas, não falta é ocupação para eles, na sociedade. Há muito local que precisa de funcionários. Por exemplo, as escolas precisam de pessoas que as vigiem e que cuidem da saúde das suas crianças. Isto é só um exemplo. Há muito que fazer, e isso deita por terra qualquer argumento das reforma aos 60 anos. Bem hajam. Ontem no Público, Miguel Sousa Tavares, escreveu sobre este assunto. A ler (para assinantes). Comments: Segunda-feira, Março 21, 2005
Telemóveis Muitos artigos de opinião foram escritos sobre a maçada de ter de ouvir, por todo o lado, telemóveis a tocar. Ainda a semana passada Eduardo Prado Coelho nos contava que um pianista tinha abandonado um concerto, porque por duas vezes, tocou um telemóvel na sala. À primeira, parou de tocar e esperou, à segunda irritou-se e abandonou a sala. No final o dono do dito telemóvel foi reclamar o dinheiro do bilhete. Típica cena de Portugal no seu melhor!!! Ontem, a viajar num comboio regional, assisti a um episódio ainda mais incrível: um senhor decidiu, a alto e bom som, escolher o toque do seu telemóvel, percorrendo toda a lista do mesmo. Ou seja, estivemos, todos os ocupantes do comboio, a ouvir todas as músicas disponíveis na lista de sons do telemóvel do senhor, e algumas mais do que uma vez! Parece mentira? Mas é verdade. Penso que já todos nos habituámos aos toques, mas como é que alguém consegue ter o desplante para obrigar uma série de gente a ouvir TODAS as músicas do seu telefone. Como é que é possível??!!! Esta é que foi uma cena de Portugal no seu melhor, pura e dura!!! Comments: Sábado, Março 12, 2005
Sócrates e as mulheres A questão de Sócrates achar que "não existem no Partido Socialista (PS) mulheres com suficiente protagonismo político e técnico para integrarem um elenco governamental" caiu que nem uma bomba. Não conheço o rol de mulheres socialistas disponíveis para integrar o governo, mas acredito que se tenham sentido com as palavras do líder. Principalmente porque o PS sempre defendeu que deveria haver um maior peso das mulheres na política. Não sou adepta da quota de mulheres no parlamento, ou noutros lugares políticos, que se considerou há uns tempos. Acho que temos tanta competência como os homens, e o haver quotas faria com que houvesse a escolha de mulheres sem ter em conta um critério de competência e responsabilidade. Mas, também considero estranho, somente haverem duas mulheres socialistas com competência governativa, e mais uma vez friso o socialistas. Se realmente Sócrates proferiu as palavras que vêm expressas hoje no Público on-line vai ver a sua imagem denegrida, não só pelas mulheres que constituem a maioria dos eleitorado, como também por alguns homens mais conscienciosos e menos machistas. Continuamos a ter uma sociedade de mulheres governada por homens, espero que sempre menos machistas¿ Comments: Quarta-feira, Março 09, 2005
Incêndios A questão dos incêndios parece não ter preocupado tanta gente como eu acho que deveria preocupar. Não me lembro de um Inverno assim, onde os incêndios foram uma constante. Parece até que nem conjugam, o Inverno e os incêndios. Vimos, agora que é possível. Tristemente. Mal ou bem, podemos afirmar que a época de fogos não terminou no Outono, prolongou-se pelos meses seguintes, e parece-me a mim, que se deverá prolongar até ao próximo verão. Já perdemos pelo menos 5 bombeiros. Quantos mais irão sucumbir. Espero sinceramente que nenhum. As mediadas urgem. Vamos a ver se a pujança do novo governo também se verificará nesta matéria. É de facto uma prioridade. Que deus nos ajude! Comments: Segunda-feira, Novembro 29, 2004
Cavaco Silva Sobre o artigo de Cavaco Silva pode-se dizer que é quase de La Palice. Ou seja, é facilmente perceptível, a olho nu, que temos governante incompetentes. O cidadão comum sente-o na pele. Considero que o artigo não dizia o que queria dizer. Havia uma intenção de discurso por detrás das palavras que escreveu. Hoje, Eduardo Prado Coelho no seu artigo diário, intitulado "Elogio da Ompetência", dizia: "Há anos que sentimos esta degradação da qualidade da vida política - fenómeno internacional, é certo, mas que entre nós atingiu proporções assustadoras." Concordo parcialmente. O nosso país não abona em saúde, é certo, mas ainda sou daquela ala positivista que ainda mantém uma réstia de esperança. Pior que nós estão outros países, veja-se a Ucrânia e mesmo os EUA. No entanto, isto não a nossa situação sendo melhor não invalida que tomemos uma atitude. Parece que isso é inevitável... Comments: Quarta-feira, Novembro 17, 2004
Prendas de Natal No noticiário da noite da SIC, do anterior domingo, foi passada uma reportagem que me deixou perplexa. Mostrava a peça, algumas crianças a fazerem a sua lista de prendas de natal, num hipermercado. No meu tempo escrevia-se uma carta ao Pai Natal que amavelmente os nossos pais depositavam numa caixa de correio! O que me chocou não foi verificar que aquelas crianças tinham a consciência plena que o Pai Natal não existe. Muitos de nós recebemos com grande choque esta notícia, ficando alguns bastante abalados. Há realmente de conhecer bem os filhos que temos de forma a não provoca traumas complicados. O que me chocou foi ver que aquelas criancinhas estavam rendidas ao poder da publicidade e do consumismo, e reflectiam que os seus pais também o estavam. Não estou a querer dizer que sou contra as prendas de Natal, mas chocou-me verificar a existência deste método actual, e aparentemente generalizado, de ofertar. Felizmente que ainda ouvimos da boca de uma das crianças que sabia que não podia escolher coisas muito caras. Considero que o Natal é uma altura do ano em que o acolhimento familiar nos trás preenchimento pessoal, e as prendas funcionam como um demonstrar do afecto entre familiares e amigos. Ao ver aquela reportagem percebi que coisas mais importantes se colocam, e que a magia das prendas deixou de existir. Talvez até os sonhos das crianças deixaram de existir, os sonhos dos brinquedos preferidos, os sonhos onde a magia do natal vivia e permeava com prendas o bom comportamento do ano inteiro. Agora as crianças já sabem que vão receber prendas, e são elas que determinam quais as que devem receber. No meu tempo também escrevíamos o que gostaríamos de receber mas não tinha esta frieza, colocávamos as nossas esperanças e os nossos maiores desejos nas cartas ao Pai Natal. Eram tempos diferentes. Temos de nos actualizar, presumo. O progresso não estagna, e caminha sempre em frente... Comments: Segunda-feira, Novembro 08, 2004
BUSH, outa vez? Desculpem lá mas insistir duas vezes na mesma burrice é demais! A semana passada vi o programa "Pensar Direito" onde a entrevistada era uma professora de direito americano radicada em Portugal. Alguns exemplos que deu sobre a aplicação da lei e do direito na América, mostrou claramente que vivemos em regimes culturais e organizatórios completamente diferentes. Só assim se compreende que o povo americano tenha votado, e em maior número, em Bush. Só uma grande diferença cultural pode estar na base desta escolha do povo americano. Será que eles não têm acesso à mesma informação noticiosa que nós?! Ás vezes penso que não, mas as reportagens que passam na televisão mostram que estão informados. Portanto... Há dias dizia-me, um colega "O povo americano tem de gostar muito da guerra e da morte, para ter votado em Bush!!" Começo acreditar que sim. Com Bush a guerra permanecerá pelo menos durante mais quatro anos. E ninguém nos garante que não se expanda a outra, ou muitas, zonas do globo. Consequentemente, continuarão as ameaças de Bin Laden, que contribuirão fortemente para a continuação do clima de terror nas sociedades ocidentais. Depois de ver o filme Fareneiht 9/11, quando observei as ameaças televisivas de Bin Laden à boca da urna, coloquei como possível que constituíssem os vídeos de propaganda politica de Bush Desconfiei de facto não só da veracidade como da existência de um mútuo acordo secreto entre os dois inimigos públicos, para que as eleições na América fossem realmente ganhas por Bush. Assim continuaria a florescer o mercado bélico e também um terror crescente nas sociedades ocidentais que levam a que a capacidade de discernimento colectivo decresça. Quem nos diz que não? Uma coisa é certa: a opinião pública é uma coitada!!! Cada vez mais... A opinião de Luis Salgado de Matos, hoje, no público. Ainda sobre a elição de Bush. Comments: Segunda-feira, Agosto 02, 2004
Lisboa... e o resto é Paisagem Ás vezes deixo de perceber estes meus conterrâneos. Ouvem-se sempre queixas que o poder político está encafuado em Lisboa, o que faz com que só esta seja considerada nos planos de desenvolvimento, e que o resto do país seja apenas paisagem. Todos nós, os que somos de terras distantes de Lisboa, já sentimos isso na pele, e atrevo-me a dizer que não gostámos. Os líderes destes protestos, no continente, sempre foram os portuenses, que o afirmam quer como cidadãos, quer como adeptos desportivos. Agora que se tem a possibilidade de ter os governantes do país nas nossas cidades, e assim conseguir mobilizar meios e pessoas para os chamar à razão, para que sintam o resto do país que julgam ser só paisagem, vamos querer que não entrem nas nossas cidades! Bem sei que não é agradável ter o trânsito cortado só porque pessoas mui nobres, mais mui nobres que nós os meros cidadãos, decidem visitar a nossa cidade. Mas, temos uma boa oportunidade de os encostar contra a parede! Sejamos espertos! Vamos ter que "aturar" este Primeiro-Ministro, portanto não nos vale de muito (só na medida em que aliviamos as nossas iras) chamar-lhe nomes e não o querer nas localidades onde moramos. A motivação para este texto esteve no artigo de hoje, do Público, de Gabriel Silva, intitulado "Cortes? Aqui Não, Obrigado!". Comments: Quarta-feira, Julho 21, 2004
Comments: Comments: Quarta-feira, Julho 14, 2004
O amuo de Ferro Quando Ferro Rodrigues estava a ler a sua demissão fiquei com a sensação que mais do que outra coisa, o texto que lia reflectia um amuo com um dos seus amigos de longa data, Jorge Sampaio. Mostrou Ferro que estava pessoalmente decepcionado com alguém próximo, que ao optar por uma solução diferente daquela que ele considerava melhor, o apunhalou pelas costas e tornou efémera a sua liderança. Hoje, no DN, Jorge Bacelar Gouveia espanta-se igualmente com esta situação e afirma: "a confusão entre os critérios da amizade e do interesse público numa decisão de alto melindre institucional." Concordo com ele neste ponto, e principalmente quando diz: "Ao fim de 30 anos, os grandes arautos do 25 de Abril ainda não captaram a sua essência: a cultura democrática". Não posso é concordar com a sua sustentação. Cada vez mais vemos que o factor C faz muita gente entrar para a Função Pública, ou para outros lugares privados, mesmo que o mérito não lhe esteja reconhecido. Não me parece o caminho mais saudável para o futuro do país... Tenho muita pena... Na mesma edição do DN, Vasco Graça Moura apresenta o mesmo tema mas com uma sustentação válida. A ler. Comments: Segunda-feira, Julho 12, 2004
Ouvi as declarações de Saramago este fim-de-semana, e acabo por concordar com ele. Realmente parece que vivemos no tempo do Apocalipse onde os cavaleiros deram lugar a fugitivos. Só não concordo que sejam 4 e sim 3, acho que Sampaio não fugiu, fez o que tinha de fazer, ou seja, decidir. Os outros 3 (Guterres, Durão e Ferro) constituem, de facto, fugitivos. Será que o nosso país é assim tão mau? Ou estar no poder em Portugal é horrível? Ouserão os nossos políticos? Ou as famílias políticas? Ou seremos nós tão maus cidadãos?! Comments: Quarta-feira, Julho 07, 2004
Agora é que este cartoon de Luis, no Público, é actual. Agora depois do Euro 2004 acabar, enquanto não sabemos qual a decisão do Presidente Sampaio, esta é a visão mais realista de Portugal! Infelizmente... Comments: Quinta-feira, Junho 17, 2004
Eleições Europeias Sobre estas últimas eleições acho que há que dizer duas coisas. Primeiro, não acho que a vitória do PS se deva a Ferro Rodrigues. É uma vitória mais de Sousa Franco e do próprio PS do que do seu líder, e aliás, as duas outras candidaturas à liderança são uma prova disso mesmo. Para além disso, os sucessores de líderes fortes, geralmente, não têm um mandato muito feliz. E Ferro não é excepção, claramente. Segundo, a coligação conseguiu obter menos votos, que o PSD sozinho nas outras eleições. Que se pode dizer: vergonhoso?! Comments: Terça-feira, Junho 08, 2004
Achei interessante este cartoon (de Rui Pimentel, na visão on line), e não pude deixar de o colocar aqui. É, de facto, demonstrativo do que se passo no Rock in Rio, e, principalmente no concerto de Ivete Sangalo... Comments: Médicos de Família A questão dos médicos de família sempre me irritou. Desde que deixei a terra natal para estudar fora, que deixei de ter possibilidade de acesso a um médico de família. Quando me desloquei ao centro de saúde da minha área de residência actual, quase que fui escorraçada porque a minha pergunta (se poderia ter naquele centro um médico de família) era completamente despropositada! Tendo eu um BI que revelava não morar naquela freguesia, como podia querer ter ali um médico que me assistisse regularmente! Teria que ir ao que existia na freguesia que constava no meu BI, ou seja, a 500 km de distância. Como se pode imaginar, a esta distância é complicado pensar em ir ao médico, aos dias de semana... Ainda fiquei mais irritada quando soube que este centro de saúde, o de Faro, tem um médico afecto às pessoas em trânsito, onde estão incluídos não só trabalhadores como os estudantes universitários. Por aquilo que me indicaram, esta era uma decisão do próprio centro de saúde, pois nestas matérias são autónomos na decisão. Ora bem, quando na semana passada ouvi nas notícias que o Ministro da Saúde poderia mandar actualizar as listas de utentes inscritos nos centros de saúde, eliminando os que já não iam a uma consulta há mil dias (cerca de 3 anos), fiquei possessa! Eu que nestes anos todos, tenho-me consultado nas urgências do hospital da cidade onde moro, não tenho a possibilidade de ter um acompanhamento regular de um médico (na minha universidade os especialista eram muito concorridos, e as especialidades não abundavam), ainda iria ser proibida de me poder consultar com o meu médico de família caso um dia conseguisse ir ao Algarve num dia útil da semana. Felizmente as doenças não são minhas amigas... Descansei, esta semana, pois parece já não se vai fazer isso. Espero mesmo que o Ministro repense esta questão dos médicos de família, pois não é uma questão que se trate de ânimo leve. Hoje, sabemos, que já não há emprego para a vida, e que a mobilidade está cada vez mais presente. As medidas do Governo no que respeita ao arrendamento jovem, são mostra que o executivo já verificou isso mesmo, pelo menos num dos seus Ministérios. Espero que este sentimento se espalhe pelos outros. Hoje pode-se ler no JN algumas das medidas a implementar. Vou continuar a ter fé... Comments: Quinta-feira, Junho 03, 2004
Alguém com a mesma visão que eu. Fico mais descansada. A ler, do escritor Francisco José Viegas, hoje no JN "As quotas de Medicina". |